quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Froome e a Sky ou a Sky e Froome - parte quatro.


Está disponível na internet uma entrevista que Froome deu à Cycling Weekly em 2008. Dez anos depois, a distância entre o Froome de agora e o de então mede-se em anos-luz.

Froome em 2017 fez 32 anos. A idade em que a carreira de um ciclista começa a entrar numa fase "madura". E Christopher Froome começou a achar que tinha chegado aquele ponto da jornada em que devia começar a preparar a sua partida - não no sentido de que iria correr pouco mais anos mas no sentido de modelar e engrandecer a sua imagem, decidir onde ia ficar o seu quadro, em que lugar,  na galeria da glória dos Maiores de Sempre. Pois não era já Froome um deles? Julgo que este raciocínio foi precipitado pela retirada anunciada de Alberto Contador, no fim de 2017.

Aparentemente Froome terá atrasado a sua preparação em 2017 para ir mais forte para a Vuelta. Mas a verdade é que o Tour de 2017 não foi um piquenique no parque. Parece que foi ontem..  pela primeira vez Froome perdeu a camisola amarela durante umas etapas, para o irreverente Fabio Aru. Depois Uran esteve sempre ali muito próximo, muito próximo... E, finalmente o seu lugar-tenente Landa, um poço de força, não lhe era tão tão fiel e certo como fôra por ex. Poels no ano anterior. 
A Vuelta acabou por ser bem difícil de ganhar para Froome porque encontrou pela sua frente um Nibali muito forte. A equipa da Sky era a mais forte que já tinha levado a Espanha: Moscon, Nieve, Poels e David Lopez. Mas aqui e ali Froome pareceu um bocado justito. Chega a 17ª etapa e Nibali saca quase um minuto a Froome, metade da vantagem que este tinha. Esperou-se com ansiedade o resultado da 18ª. Desilusão: Froome termina à frente de Nibali e este resistir setencia a Vuelta. Meses depois viríamos a saber que Froome nesta etapa acusaria níveis de salbutamol na urina 2x superiores ao permitido. Percebem ou querem que eu faça um desenho?

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